Artigo completo sobre Bouro: onde os sinos ecoam desde o foral de 1514
Antiga sede de concelho, esta freguesia de Amares preserva um mosteiro e o Caminho de Santiago
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O sino toca às 8h. Não há silêncio nenhum — ouve-se logo a EN 308 e um trator a aquecer. A 451 m, o frio é mesmo de Outubro a Abril; no Verão, o problema são as moscas.
Mosteiro
O Mosteiro de Bouro é hoje um hotel de 5 estrelas. A capela serve para casamentos de fim-de-semana; a entrada é livre, mas estacionar dentro custa 2 €/h. A antiga igreja matriz, ao lado, abre só às 9h30 e fecha ao almoço.
Caminho de Santiago
O Norte passa aqui, mas são 3 km de alcatrão até à ponte de S. João da Ponte. Quem segue a variante “tradicional” encontra: 1 máquina de café no Bar do Cruzeiro (abre 7h-19h, tostas 2 €) e um fontanário sem qualidade. Não há sombra; leva 1,5 L de água.
Onde comer
A única tasca com horário fixo é o Tasco do Zeferino (Rua da Igreja, 12). Serve barrosã-à-brás somente ao sábado; avisam no dia anterior, ligue 253 581 222. O vinho verde é do garrafão — pede “branco seco” ou leva tinto de casa.
Pedreiras
A exploração de mármore está a 2 km do centro, na face norte. A poeira branca cobre o parabrisas em tempo seco; quem for ao miradouro da Senhora do Rosário leva óculos. Trilho PR2 “Serra de Bouro” tem 7,2 km, 290 m de desnível, marcado a amarelo. Leva bastões: pedra solta nos primeiros 800 m.
Dormir
Há 8 casas de alojamento rural, mas 6 fecham entre Novembro e Março. A única com recepção permanente é Casa do Ribeiro (despensa própria, 70 €/noite, aquecimento extra 10 €). Toda a gente fecha às 22h30 — traz chave reserva.
Último autocarro para Braga: 18h10, paragem em frente ao café O Padrão. Falha às segundas.