Artigo completo sobre Arco de Baúlhe e Vila Nune: terra de pontes e vinhas
Duas freguesias unidas pelo rio Peio e pela memória das estradas reais no coração de Cabeceiras
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O cheiro da terra molhada não é poesia – é o que sobra quando o Peio transborda. A ponte Velha, com o arco partido, ainda serve: quem vem de Cavez atravessa-a para poucar 7 km. Nas pedras, as marcas dos carris da estrada real estão lá: 3 cm de sulco, medidos com fita métrica.
A Casa da Portela tem porta fechada desde 2019. A chave está com o Sr. Armindo, morador ao lado – bate à janela do lado esquerdo. A Capela serve de celeiro: dentro, máquinas da vindima e um tractor Valmet 65-76 sem pneu traseiro direito.
O apeadeiro de Vila Nune virou estacionamento. A plataforma tem 1,20 m de altura – ideal para atirar bicicleta lá para cima e seguir a ecopista até Amarante (22 km, todo alcatrão). No edifício, apenas a placa “Comboios de Portugal” foi roubada; o resto aguenta chuva e poeira.
Vinho Verde: na Quinta da Pousada vendem-se garrafas a 3,50 € se levar diretamente. A vindima é terceira semana de Setembro – quem aparecer leva uvas nas mãos, mas tem de trazer tesoura própria. Carne Barrosã só na Salsicharia Silva, segunda à sexta até às 13h; depois disso, acabou.
Festa das Papas: 20 de Janeiro, 9h, Igreja de S. Sebastião. Servem-se 600 tigelas – chegue antes das 10h ou leva só a colher. As farturas custam 1 € na barraca da Ana, canto sul do adro; aceita MB Way.
Praia do Caneiro: água a 18 °C em Agosto, balneários limpos, mas sem guarda-sóis. Quem quiser somar tem de levar. Parque enche às 11h aos fins de semana – alternativa é estacionar na estrada para Gorjões e descer a pé (10 min, declive 8 %).
Museu Terras de Basto: abre terça a domingo, 10h-12h30 / 14h-17h30. Entrada 2 €. Peça para ver o móvel de desfiar linho – funciona e o funcionário mostra se não estiver ocupado.
Quando o sino da Matriz toca às 19h, o café Central fecha a porta cinco minutos depois. Peça a última bica antes das 18h55 ou fica sem.