Artigo completo sobre Outeiro: onde o frio húmido marca o ritmo da vida rural
Freguesia de Cabeceiras de Basto mantém tradições vivas entre vinhedos de enforcado e gado certifica
Ocultar artigo Ler artigo completo
O fumo sobe direito das chaminés ao fim da tarde. Em Outeiro, a 428 metros, o frio é o húmido do Minho que entra pelas frestas. Cheira a lenha de carvalho e a estrebaria.
A freguesia ocupa 757 hectares. Vinhedos de enforcado alternam com lameiros. As eiras de granito servem agora de estacionamento - ainda se vêem os sulcos das trilhadeiras.
O que marca o ano
Janeiro: Festa das Papas de São Sebastião. Panelas de ferro, tigelas de barro, papas de milho servidas às 16h na casa do sr. António.
Agosto: Festa de Nossa Senhora dos Remédios. Os emigrados enchem o café Central. A missa é às 11h, o almoço começa às 13h no campo de futebol.
O que se come
Carne Barrosã DOP e Maronesa DOP pastam nos lameiros. Nas casas com fumeiro, o fumeiro de carne está pronto em fevereiro. Custa 18-22€/kg - pergunta pelo Sr. Albano.
Vinhos verdes brancos nas adegas de granito. O tonel está à porta, serve-se à pressão no café da aldeia: 1€ o copo.
Como é viver aqui
306 crianças, 407 idosos. A escola tem 42 alunos, mantém-se aberta. Três casas de férias, não mudaram as fachadas.
O tractor sobe às 7h para os lameiros. O gado sai dos currais às 8h, regressa às 17h. O café abre às 6h30, fecha às 20h. O sino toca às 7h, meio-dia e 19h - hora de cruzar-se os caminhos para a missa ou para casa.