Artigo completo sobre Moreira do Castelo: memórias de pedra e vinhas
Entre socalcos e caminhos rurais, a freguesia preserva solares antigos e tradições agrícolas centená
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O sino da igreja dá três pancadas que se perdem nas vinhas. São 327 m de altitude; os lameiros aguentam verde até Agosto porque há água a descer das serras. Entre Rio Bom, Sequeiros e Outeiro, os caminhos de terra seguem os muros de pedra e os espigueiros ainda em uso — milho dentro, ratos de fora.
Casa da Torre
Pedro Pires Moreira mandou-a erguer no séc. XV. Do castelo que deu nome à freguesia não resta pedra sobre pedra, mas a torre está lá: paredes de um metro, frestas estreitas, vista para o Basto. A igreja ao lado serve para baptizar, casar e enterrar quem cá nasceu.
Festas
15 de Julho: procissão de São Tiago, arraial no adro, barracas de vinho branco a 1 €/copo.
Último domingo de Agosto: romaria à Senhora do Viso — saída às 8h da igreja, subida a pé 5 km, missa ao ar livre, pão-de-ló e aguardente partilhados.
O que se come
- Cabrito — sábado, forno de lenha da Zé na Rua do Fontanário. Encomendar um dia antes (258 773 124).
- Rojões — Taberna o Ponte, prato do dia às 13h, 9 €.
- Papas de sarrabulho — só no Inverno, servidas às 8h na padaria depois do pão sair.
- Vinho verde — comprem directamente à cooperativa em Cavez, garrafão de 5 L por 7 €.
Caminhar
Sem placas, sem GPS. Seguir os muros de xisto; quando chegar a um cruzamento com banco de granito, vire para a capela que se vê. São 7 km de Rio Bom a Moreira, meia volta de 2 h. Leve água: não há café no caminho.
Ao entardecer o regadio corre nas levadas e ouvem-se as vacas Barrosã a subir para o estábulo.