Vista aerea de União das freguesias de Chamoim e Vilar
DGT - Direcao-Geral do Territorio · CC BY 4.0
Braga · CULTURA

Chamoim e Vilar: Vida Serrana no Coração do Gerês

União de freguesias a 540 metros de altitude, entre socalcos de pedra e caminhos do Santiago

349 hab.
540.3 m alt.

O que ver e fazer em União das freguesias de Chamoim e Vilar

Produtos com Denominação de Origem

Áreas protegidas

Festas e romarias em Terras de Bouro

Julho
Festa em honra de Nossa Senhora do Livramento Primeiro domingo festa popular
Agosto
Festa em honra de Santa Eufémia Dias 23 e 24 festa popular
Festas concelhias em honra de São Brás Romaria de S. Domingos | Raiva – Castelo de Paiva festa popular
Romaria de S. Bento da Porta Aberta Festa de São Lourenço e Dia do Município | Vimioso romaria
ARTIGO

Artigo completo sobre Chamoim e Vilar: Vida Serrana no Coração do Gerês

União de freguesias a 540 metros de altitude, entre socalcos de pedra e caminhos do Santiago

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O sino da capela toca quatro badaladas e o eco brinca nos socalcos como quem ainda não decidiu se vai embora. São 540 metros de altitude – o suficiente para o ar vir gelado e cheirar a lenha queimada, mas não tanto que a respiração dobre. Chamoim e Vilar fundiram-se na papelada da reforma administrativa, mas quem cá anda sente logo a mudança do asfalto para a terra batida: a estrada de Chamoim sobe direita, a de Vilar faz uma curva preguiçosa e leva-nos até ao campo de futebol onde o relvado é mesmo relvado e as balizas perdem pintura à conta da chuva.

Dentro do Parque, mas sem folclore

Estamos dentro do Gerês, sim, mas não penseem em índios de telemóvel na mão. O mapa diz 1256 hectares, eu digo: é tanto matagal que até o alentejano se perde. Os trilhos são os mesmos de sempre – os gados é que já não passam por cá todos os dias. Peguem numa cartina ou levem quem conheça, porque o GPS aqui serve para gastar bateria. Quanto ao supermercado, é em Terras de Bouro; se chegarem depois das 20h, ficam com o cu à Ramalde, como se costuma dizer.

Há doze casas de férias espalhadas, todas com nome de avó – Dona Emília, Casa do Lagar, o que quiserem – e donos que vivem fora mas deixam o número do vizinho. É o suficiente para ter movimento em Agosto e silêncio o resto do ano. Não há centro de interpretação, não há tuk-tuk. Há uma máquina de venda de mel e licor no lugar de Vilar; se estiver avariada, bater à porta da casa amarela que o Sr. António abre sempre que está a ver a SIC.

O calendário que ainda marca férias

O ano divide-se por santos. Em Agosto vem a Nossa Senhora do Livramento e a de Santa Eufémia – dias em que os emigrantes enchem as licenciaturas em França e Suíça nos adros da igreja e o ar fede a sardinha e a gasolina dos geradores. A de São Brás, em Fevereiro, é mais íntima: começa na missa das nove, acaba na tenda da junta com caldo verde e broa mole, e quem trouxer os pés mal agasalhados arrepende-se logo que o bronze da banda tocar o primeiro compasso.

A romaria grande mesmo é a de São Bento da Porta Aberta, a dois passos. Quem vai a pé até lá passa por cá para pedir água ou uma indicação – e leva. Não é hospitalidade de cartão-postal, é o habitual: “Suba aí, vire na terceira à direita, e se encontrar a vaca Branca está no caminho certo.”

Gente pouca, mas gente

Dos 349 que o recenseamento conta, 111 já têm bilhete de pensionista e 24 ainda vão à escola de carrinho. O resto é gente que ficou ou gente que voltou para fazer Airbnb, colmeias ou os dois. O Parque trouxe regras, mas também trouxe razões: há mel com DO, há trilhos que rendem subsídio, há a desculpa de “vou ali ver o cão” que esconde um passeio de 8 km. Vinho Verde há, mas em socalcos tão pequenos que a vindima cabe numa tarde e meia – e o vão para a garrafa do fim-de-semana.

Ao entardecer, quando o sol bate no granito e a pedra parece que vai incendiar, o fumo sobe direito das chaminés. Cheira a feijoada ou a caldo, misturado com pinho e com o desinfetante das limpezas de fim-de-semana. Não é nostalgia nenhuma: é apenas a hora em que o dia acaba e ninguém tem pressa para o dia seguinte começar.

Dados de interesse

Distrito
Braga
Concelho
Terras de Bouro
DICOFRE
031018
Arquetipo
CULTURA
Tier
basic

Habitabilidade e Serviços

Dados-chave para viver ou teletrabalhar

2023
ConectividadeFibra + 5G
TransporteComboio a 21.2 km
SaúdeHospital no concelho
Educação5 escolas no concelho
Habitação~823 €/m² compraAcessível
Clima15.3°C média anual · 1697 mm/ano

Fontes: INE, ANACOM, SNS, DGEEC, IPMA

ADN da Aldeia

60
Romance
60
Familia
35
Fotogenia
45
Gastronomia
65
Natureza
20
Historia

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Perguntas frequentes sobre União das freguesias de Chamoim e Vilar

Onde fica União das freguesias de Chamoim e Vilar?

União das freguesias de Chamoim e Vilar é uma freguesia do concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga, Portugal. Coordenadas: 41.7243°N, -8.2613°W.

Quantos habitantes tem União das freguesias de Chamoim e Vilar?

União das freguesias de Chamoim e Vilar tem 349 habitantes, segundo os dados dos Censos.

Qual é a altitude de União das freguesias de Chamoim e Vilar?

União das freguesias de Chamoim e Vilar situa-se a uma altitude média de 540.3 metros acima do nível do mar, no distrito de Braga.

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