Artigo completo sobre Ribeira: onde a serra do Gerês dita o ritmo da vida
212 habitantes entre granito, romarias e trilhos do Parque Nacional da Peneda-Gerês
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O som chega primeiro: água a correr sobre granito. Ribeira fica a 239 metros, mas a manhã demora. Quando chega, acende xisto e fumeiro. São 212 pessoas em 224 hectares onde a montanha manda.
Entre a romaria e o silêncio
Aqui há dois tempos: o dia-a-dia e a Romaria de São Bento da Porta Aberta, a 3 km. Quando chega, enchem-se os estacionamentos à beira da estrada. Fora isso, há festa em 15 de Agosto (Nossa Senhora do Livramento) e 16 de Setembro (Santa Eufémia). As ruas encher-se-ão de gente que já não mora cá. São Brás traz as Festas Concelhias em Fevereiro — única altura em que o restaurante "O Abocanhado" abre à noite durante a semana.
Parque Nacional à porta
O Gerês começa na porta. Trilho dos Moinhos: 4 km, saída em frente à Igreja. Leva água, leva capa — o tempo muda em 10 minutos. Não há balneários, nem lojas. Quem quiser banhar-se, desce às poças da ribeira: água a 12 °C mesmo em Agosto.
Sabor a verde e mel
Vinho verde vem de Quinta da Ponte, em Paradela: 4 € garrafa, vende-se na casa do Sr. António, 2.ª porta depois do cruzamento. O mel é DOP Terras Altas do Minho — 12 € o quilo, compra-se na cooperativa de Cabril, 7 km. Leve frasco próprio, poupa 1 €.
No rasto dos peregrinos
Caminho da Costa passa 2 km acima, na EN 308. Quem se desvia dorme no "Casa do Correio" — 25 € quarto duplo, pequeno-almoço 5 €. Marca-se pelo WhatsApp: o código da porta fica no caixo do correio. Às 7h há pão quente no café "A Serrana"; fecha às 19h sem falta.
O fumeiro da Dona Albertina ainda vai até Maio. Quem levar presunto, pesa-se na mão: 8 € o quilo, corta-se na hora.