Artigo completo sobre Fonte Longa: água que nunca seca na serra de Bragança
Ribeiro perene, chanfana em barro e pontes medievais marcam esta aldeia de xisto
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O ribeiro nasce mesmo no meio da aldeia. Às 7h, quando o termómetro ronda os 5ºC, a água salta pelas pedras com ruído de máquina de lavar. A fonte está ali, 50 metros acima da igreja, com um cano de ferro que nunca secou — nem em 1945, quando o resto da serra foi buscar água ao Tua.
Onde comer
Casa da Fonte (Rua da Igreja, nº 4): chanfana só aos sábados, é preciso encomendar até quinta. Serve 4 pessoas, 12€ cada.
Padaria Oliveira: abre às 7h, fecha quando acaba o pão (normalmente antes das 11h). Broa de milho, 1,20€.
Adega comunitária: trabalha entre 10 e 20 de novembro. Pode-se levar garrafas, pagam-se 2€ para engarrafar o azeite novo.
Onde ir
Ponte medieval: 5 minutos a pé da fonte. Um arco, sem guarda, com marcas de rodas de carro na pedra.
Cruzeiro da praça: pelourinho do século XVIII virado base. Dá para sentar no degrau e ver o vale do Tua.
Trilho da romaria: 8 km até Carrazeda, marcado com fitas amarelas. Parte da fonte, sobe por oliveiras centenárias, desce ao Santuário. Leva água — não há cafés no caminho.
Quando
Páscoa: domingo de manhã, mascarados cantam às portas. Trazem ovos — dão-nos a quem abrir.
12 de agosto: festa de Santa Clara, barraca na praça. Jantar com sardinha, 8€.
1.º domingo de setembro: romaria até Carrazeda, partida 8h da fonte. Regresso de autocarro às 17h, 2€.
Dormir: não há. O último alojamento fechou há 10 anos. A pensão mais próxima fica em Carrazeda (Quinta de Santo António, 45€ quarto duplo).