Artigo completo sobre Parambos: 182 almas entre vinhas do Douro e xisto
Aldeia transmontana a 701 metros preserva tradições vinhateiras e gastronomia certificada DOP
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O silêncio em Parambos pesa. O sino da igreja marca as horas sobre 52 casas de xisto e as vinhas em socalcos que descem até ao Douro. A 701 metros de altitude, 182 pessoas vivem ao ritmo das colheitas.
O que resta
Onze crianças. Setenta e sete idosos. Quando chega a Festa de Santa Eufémia, em 16 de setembro, a aldeia triplica de tamanho. Os emigrantes regressam. As mesas de granito enchem-se. Durante dois dias, o café do Cláudio serve espetadas de vitela até às três da manhã.
O que se come
Na mercearia da D. Rosa compra-se Queijo Terrincho de agosto - é quando a leite é mais gordo. O cabrito transmontano é dos Ferreiras: criado solto, abatido aos 45 dias. O azeite é do Lagar de Parambos, 500 garrafas por ano, vendidas a quem chega primeiro. O presunto cura no caseiro desde 1987: 18 meses no xisto, fumeiro de carvalho.
O que se faz
Trilho dos Moinhos: 8 km, 3 horas, partida junto ao cruzeiro de 1734. Vista para o Douro na cota 850. Levar água - não há fontes.
Adega Cooperativa de Carrazeda: provas às sextas, 15h-18h. Reservar: 278 449 145.
Alojamento: Casa do Souto (4 quartos, 80€/noite). Cozinha com lareira, internet por satélite - cai quando venta.
Como chegar
Do Porto: A4 até Vila Real, N322 até Carrazeda, EM528 até Parambos. 1h45. Últimos 12 km são estreitos - encontrões nos nós de azeite. Autocarro: linha Bragança-Carrazeda, paragem no cruzamento da estrada municipal. São 2 km a pé, subida.
O café abre às 7h para os agricultores. Fecha às 20h ou quando a D. Rosa vai para casa.