Artigo completo sobre Frechas: pedra brasonada e sinos sobre o Tua
Pelourinho de granito, casas de fidalguia e um vale que resistiu ao abandono rural
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O pelourinho de granito, com 4,5 m, marca o centro. As caras esculpidas viram-se para os quatro cantos, mas ninguém lhes dá hoje atenção. A casa mais velha do largo tem 1768 e os brasões já estão gastos. Às 12h, os sinos de S. Miguel batem quatro vezes: é o sinal de que o pão sai do forno na padaria ao lado.
O que o Cachão mudou
O complexo da Celtejo chegou em 1975 e contratou gente dos três lugares: Frechas, Cachão e Vale da Sancha. Pagava melhor que a lavoura e manteve a escola aberta quando as outras fechavam. Hoje a fábrica pertence ao grupo Renova, emprega 180 pessoas e ainda recebe camiões de eucalipto. O “cachão” é o rochedo onde os barcos deixavam sacos de azeite e traziam sal; agora é apenas um desvio na estrada para Mirandela.
Igreja e festa
A igreja abre às 9h e fecha ao meio-dia. Dentro, a talha é dourada, mas o que importa é o órgão: funciona desde 1938 e é tocado por três homens que aprenderam com os pais. A festa de S. Miguel é 29 de setembro. Há alheira na brasa, vinho tinto em jarros de barro e uma rifa cujo prémio é um cabrito vivo. Começa às 10h com missa; às 14h come-se.
Onde comer
A única tasca aberta todo o ano chama-se “O Cachão”. Serve posta de borrego à sexta, cabrito ao domingo. Marcar: 273 581 122. Leve dinheiro: não aceita cartão. Quem quer levar para casa: mercearia “O Pimenta” tem alheira de Mirandela (6 €/kg) e azeitona Negrinha em pacotes de 250 g (2,50 €).
Trilho do Tua
O PR1 começa atrás da igreja. São 11 km até Mirandela, sempre junto ao rio. Marcadores amarelos e pedras com “Tua” pintado. Não há sombra nos primeiros 3 km: leve água. A truta existe, mas é preciso licença (compre-a online em dgatur.pt). O autocarro 203 da Transdev liga Mirandela a Frechas às 7h30, 12h30 e 18h. Boleia de volta custa 2,05 €.