Artigo completo sobre Azinhoso: pedra templária e caminhos de Santiago
Igreja românica do século XIII e pelourinho manuelino marcam esta antiga vila de Trás-os-Montes
Ocultar artigo Ler artigo completo
O sino da Igreja Matriz de Santa Maria toca às 7h30. Ninguém regula o relógio por ele, mas todos sabem que é hora de acordar. Azinhoso tem 241 pessoas, 635 metros de altitude e um pelourinho manuelino no largo que serve de ponto de encontro. A pedra está lisa de tanto uso.
Igreja Matriz
Construção românica do século XIII. Porta lateral aberta das 9h às 12h. Se estiver fechada, pergunte por Dona Amélia na casa com as janelas azuis. Entrada livre. Leve moedas para o cacifo das luzes - o sistema é dos anos 80 e só aceita 20 cêntimos.
Onde comer
O único restaurante aberto todo o ano chama-se "O Cacimba". Serve cabrito às quartas e domingos (éncomenda obrigatória: 279 123 456). Posta mirandesa é diária, mas acaba rápido. O azeite é do Paulo - vive na primeira casa depois do cruzamento para a Torre. Bate à porta. Vende em garrafões de 5 litros, traga contentor.
Caminhos
Trilho do Monóptero: 16 km, 4h30. Marcado com pintura amarela. Começa atrás da igreja. Leve água - não há café no percurso. O Monóptero de São Gonçalo é um círculo de pedras. Ninguém sabe bem o que é, mas os mais velhos dizem que era altar visigótico.
Festas
Romaria de Nossa Senhora do Carrasco: primeiro domingo de maio. Missa às 11h, almoço coletivo no adro. Traga prato, copo e carne - o resto é por conta da organização. Feira do Gado Asinino: terceira segunda-feira de outubro. Compra-se e vende-se tudo, mas os burros são desculpa para os homens se encontrarem.
Aeródromo
Pista de relva a 3 km da vila. Red Burros Fly In: último fim de semana de agosto. Avionetas aterram no campo, há bifanas e cerveja. Entrada livre. O resto do ano serve para lançar ultraleves quando o vento está bom.
Fonte
Fonte de mergulho na entrada da vila. Água fria mesmo em agosto. Local de banhos até aos anos 70. Agora é onde se enchem garrafões e se lavam cães.