Artigo completo sobre Caria: Vila de Azeite DOP e História Centenária na Serra
Antiga sede de concelho em Belmonte, Caria preserva olivais centenários e património barroco
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O sino da Igreja soa às nove e ouve-se até à Portela. São 506 m de altitude, olival até perder de vista, e o fumo das lareiras mistura-se ao cheiro da moagem — é época de azeite novo.
Quando Caria mandava em si
Foral de D. Manuel I em 1512. Concelho até 1855, depois dependência da Covilhã, voltou a Belmonte em 1898. Elevada a vila a 19 de dezembro de 1924. Dentro da Igreja Matriz, o órgão de tubos do século XIX ainda funciona — puxe a alavanca à esquerda do coro. Retábulos barrocos e azulejos do século XVIII contam o resto. A 8 de dezembro, romaria: missa, procissão, jeropiga no adro. É quando a vila duplica de gente — emigrantes de França e Suíça, filhos da linha de Lisboa.
O que há para comer
Chanfana de cabrito no restaurante O Faia: serve-se às 13h, acaba rápido. Migas com torresmos no Tasco da Tia Amélia — leve talheres, não há descartáveis. Azeite novo compra-se no lagar cooperativo às sextas, traga garrafa. Feira mensal de gado: 3.º domingo, paraque os queijos de ovelha curados do Sr. Quintino.
Trilho PR2 CHV: Vidago-Caria-Arcossó
13 km, 3h30, marcado de amarelo. Parte da Portela: vista para a Cova da Beira e Estrela. Leve água — não há café no percurso. Moinho de água na ribeira: roda gira com chuva, fotografia garantida.
Lagar Cooperativo de Caria
Aberto à visita durante a campanha (outubro-dezembro). Chega às 10h — vê-se a moenda a trabalhar. Quando sair o primeiro fio, o pão está à mão: molhe, prove, arde bem.