Vista aerea de Silvares
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Castelo Branco · CULTURA

Silvares: Calçada Romana e Moinhos da Gardunha

Freguesia beirã onde a Via Lusitana cruza moinhos medievais, ermida rupestre e vinhas de xisto

968 hab.
413.7 m alt.

O que ver e fazer em Silvares

Produtos com Denominação de Origem

Festas e romarias em Fundão

Junho
Festa da Cereja Último fim de semana de maio ou primeiro de junho festa popular
Festa de São João 24 de junho festa popular
Setembro
Romaria de Nossa Senhora dos Verdes Último domingo de setembro romaria
ARTIGO

Artigo completo sobre Silvares: Calçada Romana e Moinhos da Gardunha

Freguesia beirã onde a Via Lusitana cruza moinhos medievais, ermida rupestre e vinhas de xisto

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O cheiro a lenha de medronheiro ainda paira sobre o adro quando o sino bate as sete. É agosto, o granito da escadaria já queima os pés aos primeiros passos. Num instante, uma porta range na Rua da Igreja e aparece uma mulher com um pano de linho – o mesmo gesto da avó, da bisavó e de quem sabe lá quantas, porque em Silvares as coisas mudam devagar, se é que mudam.

Pedra que fala, madeira que gira

A calçada romana é aquela dor de costas que vem com o descalçar: 1,2 km de lajes irregulares que ligaram Castelo Branco à Guarda e hoje servem de tapete a peregrinos de bastões novos e solas gastas. Quatro quilómetros da Via Lusitana cruzam a freguesia; quem os faça depressa vê dois cruzeiros manuelinos (um no adro, outro na Fonte da Vila) e a ermida rupestre com o São Brás e o cão de caça – pintura que nem em Lisboa se encontra tão bem conservada.

O Trilho dos Moinhos é o passeio que se faz antes do almoço: seis quilómetros, duas horas, um poço de neve com as lajes originais e, no fim, o miradouro do Penedo. De lá em cima a Cova da Beira parece um tapete deretido: vinhas, olivais e cerejeiras ao som do milhafre que finge ser dono do vale.

Chanfana em pote de barro, vinho de xisto

Na Quinta do Cardal o tinto roriz nasceu do xisto que corta os dedos: corpo fechado, tanino que aperta. Sábado ou domingo, não falha: chanfana de cabrito no pote, broa estonada, copo a transbordar. Em agosto, na festa de Nossa Senhora da Saúde, junta-se ensopado de borrego com hortelã-da-ribeira e morcela de arroz fumada em choupa de medronheiro – tudo a desaparecer antes das três.

Quem ficar com espaço experimenta as queijadas de requeijão, o bolo de tacho de laranja e medronho, os rebuçados de pinhão que se desfazem na boca. A fechança é a velha de medronho: um gole, um arquejo, e parece que se anda descalço na serra.

Fogueiras de São João, máscaras de Entrudo

Dia 20 de janeiro, São Sebastião: desce-se até à capela para a bênção dos campos, come-se chouriço assado ao frio que sobe da ribeira. Domingo de Páscoa, o Compasso ainda bate de porta em porta: concertina, zabumba, ramo de louro trocado por ovos. Na noite de 23 para 24 de junho, a praça incendeia-se para a Ceia das Bugiadas; as velhas dançam com os netos até o sol dare.

Retorno à serra

Silvares tem hoje 968 almas – número que soa a fim de semana cheio, mas é vida durante a semana. Franceses e suíços regressados já recuperaram mais de trinta casas de xisto; a escola primária ainda tem crianças no recreio, o que por aqui é notícia. O torno de fiar voltou aos sábados, agora como souvenir que ninguém usa mas toda a gente compra.

O incêndio de 2025 deixou a encosta queimada, mas o vale da Ribeira de Loriga continua verde-escuro e o gato-bravo espreita quem ousa chegar perto. Ao cair da tarde, quando o sino bate as Ave-Marias, o eco fica preso entre os muros como quem ainda procura o caminho de casa.

Dados de interesse

Distrito
Castelo Branco
Concelho
Fundão
DICOFRE
050424
Arquetipo
CULTURA
Tier
standard

Habitabilidade e Serviços

Dados-chave para viver ou teletrabalhar

2023
ConectividadeFibra + 5G
TransporteComboio a 15 km
SaúdeHospital no concelho
EducaçãoEscola básica
Habitação~606 €/m² compra · 4.14 €/m² rendaAcessível
Clima16.8°C média anual · 740 mm/ano

Fontes: INE, ANACOM, SNS, DGEEC, IPMA

ADN da Aldeia

50
Romance
35
Familia
30
Fotogenia
70
Gastronomia
40
Natureza
20
Historia

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Perguntas frequentes sobre Silvares

Onde fica Silvares?

Silvares é uma freguesia do concelho de Fundão, distrito de Castelo Branco, Portugal. Coordenadas: 40.1358°N, -7.6729°W.

Quantos habitantes tem Silvares?

Silvares tem 968 habitantes, segundo os dados dos Censos.

Qual é a altitude de Silvares?

Silvares situa-se a uma altitude média de 413.7 metros acima do nível do mar, no distrito de Castelo Branco.

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