Artigo completo sobre Madeirã: onde a floresta dita o ritmo da vida
Aldeia beirã a 630m de altitude, entre carvalhos, xisto e a memória do medronho destilado
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O cheiro a lenha queimada avisa que há casa com gente. No depósito ao lado do café, o medronho destila-se em alambique de cobre que o Joaquim limpa todos os anos antes da vindima. A 630 metros, sobe-se à aldeia por uma estrada que faz 7,5 km desde a EN 233; duas curvas mal assinaladas obrigam a buzinar antes de se avançar.
Madeirã separou-se de Álvaro em 1732. Tem hoje 154 habitantes, 60 casas ocupadas o ano todo e duas ruas com nome: Rua da Igreja e Rua do Fonte. A Igreja de N.ª Sr.ª do Carmo abre às 8h00 nos domingos; o padre vem de Oleiros, por isso a missa é às 11h00 em ponto. Quem quiser ver o teto de madeira lavrada tem de pedir a chave ao sacristão que vive na casa amarela em frente.
Trilho do Geopark: placas amarelas saem atrás da igreja, percorrem 5,2 km em circuito, passam no afloramento de xistos negros e terminam no portão do quintal do Sr. António. Leve água: não há café no percurso. GPS 40°02'23"N 7°54'17"W.
Cavacas: vendem-se no café O Parque, 1 € o saquinho com três. O Bolo de Mel leva noz da serra e mel de urze; quem encomendar com dois dias de aviso leva inteiro, 6 €. Aguardente de medronho: 12 € o litro, garrafão próprio ou traga garrafa de 2 L; o Joaquim enche à porta da oficina, depois das 17h00.
Vilar dos Condes tem quartos a 70 € com pequeno-almoço; fecha em janeiro. No Caminho de Santiago, o único marco amarelo visível está partido a meio; siga a fita vermelha nos postes da eletricidade até à ponte de pedra. Inverno: neve rara, mas o vento corta. Farmácia mais próxima em Alvito da Beira, 12 km; gasolina em Oleiros, 18 km.