Artigo completo sobre Unhais-o-Velho: aldeia granítica no vale do rio
Entre penedos e história monástica, uma povoação serrana a 746 metros de altitude em Pampilhosa
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O granito cai a pique para o rio. As casas apertam-se no único plano que existe — um promontório acima da curva do Unhais. 746 m de altitude. 421 habitantes. 16 crianças.
Nome que ninguém explica
Unhais-o-Velho. Unhantes? Veados? Hunos? Ninguém tem certeza. O que se sabe: pertenceu ao Mosteiro de Folques, foi para Fajão em 1834, voltou a Pampilhosa da Serra em 1885. Paróquia desde 1629.
Igreja e capela entre penedos
Igreja de São Mateus, 1824, sem história. Capela do Santo Cristo, planta hexagonal, única na zona. Granito por todo o lado. Serve de marco de GPS natural.
20 de janeiro
Bodo de São Sebastião. Castanhas, pão-carcaça (chamam-lhe "pica"), vinho tinto. Começa às 14h, acaba quando acaba. Traga copo.
Onde dormir
Casa de campo só uma: Casa do Forno (Rua da Igreja, 32). 80 €/noite. Liga antes: não há sinal dentro da aldeia.
Onde comer
Padaria Abreu abre às 7h, fecha às 13h. Pão quente acabado de sair. Café Correia, na estrada N344, serve bica + tremoços até às 20h. É o único sítio.
O que fazer
Trilho dos Penedos: 7 km, 2h30, marcado a azul. Começa na fonte, sobe ao Miradouro do Cão, desce ao rio. Leva água: não há fontes.
Praia fluvial de Unhais-o-Novo: 8 km de estrada de terra batida. Seguir placas "Praia". Água fria, bar às quintas-fins-de-semana.
Gasolina
O posto mais próximo é em Pampilhosa da Serra, 17 km. Abre 7h-22h. Fica sem gasolina aos sábados à tarde.
Internet
Vodafone funciona no largo da igreja. Nos restantes sítios esquece.
Quando o nevoeiro sobe do rio, Unhais-o-Velho desliga-se do mapa. Fica só o granito, o silêncio e a luz da lareira que se vê da estrada.