Artigo completo sobre São Bartolomeu dos Galegos: pedra, memória e arte
Freguesia da Lourinhã onde canteiros galegos fixaram raízes e a arte ocupa as ruas de Moledo
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A memória dos galegos
Não há placas a explicar, mas a igreja de São Bartolomeu diz o essencial: construída no séc. XIV, porta manuelina retirada de outra igreja, campanário com o relógio de 1923 que ainda marca as horas. No nicho vazio da entrada, falta São Lourenço — a imagem que os galegos trouxeram numa barca de naufrágios e promessas. Ficaram pela terra calcária, deram nome ao lugar e aprenderam a trabalhar o pedregulho que lhes batizou a aldeia.
A 24 de Agosto, a feira ocupa o adro. Vendem-se ferramentas, tecidos e doce de ovos caseiro. É o único dia em que o planalto tem trânsito.
Moledo: arte sem autocolantes
Desde 2006, a aldeia tem 12 esculturas de pedra e 18 peças de cerâmica dispersas nas ruas. Não há mapa — encontram-se ao virar da esquina. A iniciativa chama-se "Moledo conVida", mas ninguém usa o nome. Pergunte por "as peças" e apontam-lhe o caminho.
Do antigo Paço do Moledo resta apenas um muro. A lenda de D. Inês e D. Pedro sobrevive nos livros, não nos locais.
Caminhar
O Planalto das Cezaredas é piso calcário exposto, musgo e uva-do-monte. O PR2 "Trilho das Cezaredas" tem 8 km, marcação amarela e vermelha, dura 2h30. Leve água — não há cafés. O Caminho de Santiago passa aqui, mas os peregrinos seguem para Óbidos sem parar.
Onde comer
O único restaurante é o "O Cantinho" em Moledo. Serve ensopado de borrego às quartas e sextas, cabrito no forno aos domingos. Marque: 262 981 231. Fecha à segunda.
Onde dormir
Há três casas de alojamento local na freguesia:
- Casa do Moleiro: 4 quartos, piscina, 120 €/noite
- Monte da Cezareda: 2 T1, vista planalto, 70 €/noite
- Quarto na Quinta da Galharda: 40 €/noite, pequeno-almoço incluído
Reservas pelo site da Câmara de Lourinhã ou directamente com os proprietários.