Artigo completo sobre Boelhe: Pedra Românica e Vinhas no Vale do Sousa
Igreja medieval e socalcos de vinho verde numa freguesia de altitude junto a Penafiel
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O portal em ferradura da Igreja de São Vicente é o ponto de referência. A pedra tem mais de oitocentos anos e o interior mantém-se frio mesmo em agosto. O retábulo barroco do altar-mor foi restaurado em 1998 — está iluminado das 9h às 17h, entrada livre.
Boelhe ocupa cinco quilómetros quadrados entre Penafiel e o vale do Sousa. São 220 metros de altitude, suficientes para o nevoeiro persistir até às 10h nos dias de outono. As vinhas orientam-se a sul, protegidas por muros de pedra seca que marcam propriedades desde o século XVIII.
A Igreja Matriz é Monumento Nacional desde 1910. O portal românico mantém a roseta original; a ausência de ornamentos é característica do período. O nome Boelhe vem do latim vallis — documentos de 1208 referem-se à "Vallis Buelhe" quando D. Afonso IX de Leão confirmou doações aos Templários.
A vindima começa na segunda semana de setembro. Os lagares de granito ainda funcionam na Quinta do Covão e na Casa Agrícola do Côvo — podem visitar-se mediante marcação prévia ([email protected]). O vinho verde produzido tem 11% de álcool e é vendido em garrafas de 0,75L por 3,50€ na mercearia Central.
O restaurante O Cantinho serve ensopado de borrego às quartas-feiras (9€). A mercearia Central tem chouriço de fumeiro caseiro (12€/kg) — é o mesmo que usam no cozido à portuguesa do Fojo, servido aos domingos sob reserva.
A procissão de São Vicente é a 22 de janeiro. Começa às 15h na Igreja Matriz e percorre as ruas principais — a estrada nacional 230 fecha entre as 14h30 e as 16h30. Em junho, a sardinhada de São João é no largo da Igreja, a 23 de junho, a partir das 20h. Traze cadeira.
O trilho de Boelhe a Santo António são 2,3 quilómetros de caminho de terra batida. Começa atrás da Igreja Matriz — segue as marcações amarelas nos muros. Leva calçado fechado: há três passagens por ribeiros com pedras soltas.