Artigo completo sobre União das freguesias de Bagunte, Ferreiró, Outeiro Maior e Parada
Ponte medieval, castro da Idade do Ferro e capelas votivas marcam esta união de freguesias
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Ponte D. Zameiro: pedra que já viu oito séculos
A ponte de Bagunte é do século XII mas não tem data exacta. Quem vem do Porto apanha a A28, sai em Vila do Conde, segue a EN205 até à N13 e vira em Ferreiró. A ponte está ali mesmo, sem sinalização. O granito está liso de tanto uso — ainda serve.
Cividade de Bagunte: 52 hectares de pedra e mato
Sobe-se por caminho de terra batida, mal sinalizado. O castro tem 2600 anos, foi abandonado pelos romanos e nunca mais teve gente. As muralhas são visíveis, as casas são círculos de pedra a meio da vegetação. Vista desimpedida até ao mar. Entrada livre. Levar água — não há café nem casa de banho.
Quinta de Cavaleiros: ruínas com acesso condicionado
O paço caiu, as capelas ainda se aguentam. A de Nossa Senhora das Neves tem campanha de restauro em curso — visitas aos sábados à tarde, entrada 2€. A outra é particular, não se entra. Alminhas espalham-se pelos caminhos: Cruzamento das Três Rodas, Ponte D'Ave. São pequenas, feias, funcionam.
Festas que ainda se fazem
- 15 de Agosto: Nossa Senhora da Guia, Parada. Procissão, fogo de artifício, barracas de vinho e sardinha.
- 24 de Junho: São João, Bagunte. Fogueira na larga da igreja, chega-se às 22h.
- Segunda quinzena de Julho: Feira Medieval na Cividade. Artesanato, música, comida — é para turistas mas os locais também vão.
Como chegar e onde comer
Carro é essencial. Autocarro apenas de segunda a sexta, três ligações desde Vila do Conde (linha 31). Restaurante útil: O Aveirense, na N13, antes da ponte. Serve às 12h30, encerra às 15h. Peixe do dia, vinho verde do barril.