Artigo completo sobre Arrouquelas: sino, relógio de sol e promessas antigas
Arrouquelas, em Rio Maior, Santarém, guarda tradições seculares, memórias da Grande Guerra e trilhos entre olivais no limite das Serras de Aire e Candeeiro
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O sino da Igreja de Nossa Senhora da Encarnação soa às 11h. O eco perde-se nos olivais. No adro, o relógio de sol de 1869 marca horas que ninguém consulta. À porta, a balança de madeira espera pelo último domingo de Agosto. Aí, as mães pesam os filhos cumprindo promessas que ninguém sabe quando começaram.
Feira que mudou de sítio
Registos: 5 vizinhos em 1527, feira franca desde 1674. Em 1739, mudou-se para Rio Maior. Ficou o silêncio e a igreja cheia duas vezes por ano. A imagem da Senhora veio da guerra: capitão Francisco Xavier Vieira trouxe-a da Frente de França em 1918.
Onde o calcário começa
Altitude: 63 m. Solo branco que quebra nas mãos. Ribeiras secam no verão. Trilho para Assentiz: 45 minutos. Ermita de Nossa Senhora da Vitória abandonada. Caminho de Torres passa aqui a caminho de Rio Maior - 14 km de terra batida.
O que há para comer
Ensopado de borrego em panelas de barro. Azeite sem rótulo vende-se nas traseiras das casas. Domingo: pão-de-ló de Rio Maior no café da praça.
Romarias
25 de março e último domingo de agosto. Procissão, missa campal, bodo com pão e vinho. A balança de 1707 ainda pesa crianças. Funciona.