Artigo completo sobre Três aldeias unidas pelo Caminho de Santiago do Norte
Vilela, São Cosme e Damião e Sá guardam igrejas barrocas e tradições seculares no vale do Vez
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O sino da igreja de São Cosme e São Damião toca três badaladas. O som desce o vale e morre nos carvalhos. Às 8h30, o único café abre em Vilela. Serve bica por 60 cêntimos e pão com manteiga por um euro. É aqui que os camionistas param antes de subir à nacional 202.
O troço do Caminho Português da Costa passa pelo meio das três aldeias. São 4,3 km de terra batida entre Vilela e Sá. A seta amarela está pintada numa pedra à entrada da ponte de São Cosme. O albergue de peregrinos funciona na casa de apoio da igreja - 15 camas, cozinha comunitária, chuveiro quente. Dona Rosa tem a chave. Mora à frente, porta azul.
A capela da Lapa fica a 2 km de Sá. Segue-se o caminho de terra ao lado do cemitério. Em agosto, a romaria ocupa o adro durante três dias. A banca da carne cachena abre às 19h30. Serve bifanas por 3 euros, cerveja por 1,50. Os garfos são de plástico, as mesas são bancos de madeira virados ao contrário.
A quinta do Seixo produz loureiro desde 1987. As visitas são às sextas, 15h00. Provam-se três vinhos, incluem pão de milho e azeitonas. Marcar com três dias de antecedência: 258 521 234. A garrafa de 75cl custa 8 euros na porta da quinta, 12 euros na loja de Arcos.
O trilho PR7 liga Vilela ao miradouro do Penedo. São 5,2 km ida e volta, 250 metros de desnível. A marcação é amarela e vermelha. No topo, vê-se o vale do Lima até Ponte da Barca. Levar água - não há fontes no caminho. Os javalis aparecem ao entardecer. Não levar comida na mochila.