Artigo completo sobre Moreira: vinhas em socalco e devoção mariana no Minho
Entre latadas centenárias e capelas de granito, Moreira preserva a identidade vitivinícola minhota
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O cheiro a lenha queimada marca o fim do dia. São 572 pessoas em 372 hectares, 105 metros acima do nível do mar. O resto é vinha.
O que está aqui antes de chegarem os turistas
A vinha vem antes do século XVI. Os Vinhos Verdes vieram depois. As uveiras ainda estão nas mesmas paredes de granito. A "Morea" medieval deu-lhe o nome: pastagem rasteira. Continua a ser isso.
Festas que ainda não são para estranhos
Nossa Senhora da Rosa (agosto) e Nossa Senhora das Dores (setembro) são dias em que as pessoas regressam. Não há programação para visitantes. Há missa, procissão, arraial na escola primária. Quem não é daqui fica de fora.
Onde comer o que é de cá
A única tasca aberta diariamente é o Café Central, na rua principal. Serve rojões à minhota com vinho verde da cooperativa local. A carne Barrosã vem de Tabuá, 12 km. A Cachena só aparece em dias de festa - pergunta-se antes.
Onde dormir
Há dois sítios: Casa do Lagar (casa inteira, 4 pessoas) e Quinta do Minhéu (2 quartos). Ambos precisam de carro. Reserve com antecedência - são casas de família, não hotéis.
Como chegar
Vem-se por EN202, vira-se em Barbeita para EM535. Moreira não tem transportes públicos. O último café fecha às 20h. O supermercado mais próximo fica em Monção, 8 km.
Às 18h, quando as vacas Barrosã descem das pastagens e os tractores regressam das vinhas, Moreira não está a esperar ninguém. Está a terminar o dia de trabalho.