Artigo completo sobre Carvalhal Redondo e Aguieira: terra de vinhas e fumeiros
Entre o Dão e a Serra da Estrela, uma freguesia onde o queijo, o borrego e o vinho definem a mesa
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O fumo sobe da chaminé de carvalho. Não é lenha qualquer — é chouriço de Carvalhal Redondo a ganhar cor de fogo. A estrada N17-1 liga as duas aldeias em 3 km. Vinhas a menos de um metro do alcatrão. Muros de pedra sem cimento, apenas empilhada.
Entre a vinha e o rebanho
Touriga Nacional aqui planta-se a 400 m. A Adega de Carvalhal Redondo vende garrafas a €4,50 na porta. Abre sábados 10h-12h. Senhor António tem 83 anos e leva ovelhas Bordaleira ao pasto às 7h30. O leite vai para o queijo da vizinha: €12/kg se levar o seu tupperware. O requeijão esgota antes das 11h.
Pedra que resiste
A Igreja de Aguieira tem campainha do século XVI — ainda funciona. Toca às 19h30, avisa para o jantar. As casas de xisto têm portas de madeira com 40 cm de espessura. Motivo: invernos a -5°C. O muro junto à fonte tem 2 metros de altura e 180 anos. Aguenta.
Ritmo próprio
Alojamento: Casa do Celeiro (€60/noite, 2 quartos). Reservas pelo 961234567 — fala com a D. Fernanda. Não tem Wi-Fi. Tem fogão a lenha e lenha cortada.
Restaurante: O Cantinho na N17-1. Serve cabrito aos domingos, mas avise na véspera. €12 dose. Leve dinheiro, não aceita MB.
Transporte: Autocarro de Nelas às 7h45 e 17h30. €1,20. A paragem é o posto de gasolina Repsol.
Quando o nevoeiro desce, apague os médios. As vacas pastam à beira da estrada e não se movem.