Vista aerea de União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede)
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Braga · CULTURA

Este (São Pedro e São Mamede): onde o vale encontra Braga

Freguesia a 5 km de Braga preserva rotas de Santiago, vinhas em socalcos e tradições minotas vivas

4066 hab.
283.6 m alt.

O que ver e fazer em União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede)

Produtos com Denominação de Origem

Festas e romarias em Braga

Janeiro
Romaria a São Vicente Dias 21 e 22 romaria
Junho
Festas de S. João Dias 13 a 24 festa popular
Julho
Romaria de Santa Marta da Falperra Dias 28 e 29 romaria
ARTIGO

Artigo completo sobre Este (São Pedro e São Mamede): onde o vale encontra Braga

Freguesia a 5 km de Braga preserva rotas de Santiago, vinhas em socalcos e tradições minotas vivas

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A luz da manhã demora-se nas videiras, mas é o cheiro a pão de milho acabado de sair — aquele que só se faz no forno a lenha — que te diz que já és tarde. No vale, o Rio Este leva a água que corre há séculos, mas o que marca mesmo as horas é o sino da Igreja de São Pedro: oito badaladas que até o cão do Largo do Cruzeiro já sabe de cor. Estás a cinco quilómetros de Braga, sim, mas pareces a dois tempos. Três caminhos de Santiago cruzam-se aqui em cima; os peregrinos chegam cansados, olham para o GPS, depois para a vinha, e percebem que afinal ainda não chegaram a lado nenhum. Tudo bem — é assim que se entra na União de Este.

Entre a cidade e a vinha

A junta de freguesia nasceu em 2013, mas a alma é mais antiga que o foral de 1258. Ninguém sabe ao certo de onde vem o nome “Este”; uns dizem que é porque fica “a este” de Braga, outros juram que houve um tal senhor Esteves que andou por cá. A Igreja Matriz de São Pedro é o que temos de mais sólido — românico no corpo, manias barrocas por dentro, e um campanário que já viu franceses, ingleses e agora alemães de mochila às costas. Do lado de fora, os brasões nas portas já não se leem, mas ainda se adivinha que havia gente com sobrenome e nota. As casas de granito aguentam-se como podem: umas recuperadas por gente de fora que veio procurar sossego, outras a aguentar telhados que só não caem por milagre.

No alto, a Capela de São Vicente é o nosso miradouro. Subir lá em cima é o que faz quem quer perder o fôlego e ganhar uma vista. A romaria é no primeiro domingo de setembro: sobe-se a pé, desce-se de barriga cheia. Há chouriça, há caldo, há vinho verde que não perdoa. Em junho, São João é na rua: juntam-se umas mesas de xadrez improvisadas, acende-se a fogueira com pinho seco e vai-se à noite dentro até o orvalho mandar para casa.

Sabor a terra vermelha

O cabrito vai ao forno de carvalho e sai com a pele estaladiça — não é para vegetarianos, nem para quem tem colesterol. O arroz de sarrabulho é preto como tinta da China e leva o sangue do porco que ontem ainda rosnava; come-se com colher de pau e nem pensar em pedir “sem gordura”. Os rojões são o que sobra do porco: tudo o que não deu para fazer presunto vai para a frigideira com colorau e um nadinha de cominhos. E depois há as papas de sarrabulho, que é como quem diz: “Hoje não há prato do dia, há penico do fundo da lareira.”

Para adoçar, os doces vieram dos conventos: toucinho-do-céu que não leva toucinho (mas leva manteiga, ovos e açúcar a rodos) e cavacas que partem os dentes se não forem molhadas no café. O pão de milho é obrigatório — se não houver, a sogra estranha. O azeite é caseiro, de oliveira centenária que ainda não ouviu falar de agricultura intensiva.

Caminhar entre peregrinos

Os caminhos são muros de pedra solta e lama quando chove. Quando o sol bate, cheira a alecrim e a laranja que cai no chão e ninguém apanha. A serra do Gerês fica lá ao fundo, como moldura. No meio do percurso há sempre uma banca de fruta com um tabuleiro de notas de cinco euros e a confiança de que ninguém leva troco. Quem sobe ao Cruzeiro de São Lázaro vê Braga toda espalhada, mas não ouve um carro — só o vento e o cão do Sr. Albano que ladra para o vento.

A vindima é em setembro: quem tem uva mete a família a trabalhar e paga em espécie — um garrafão para cada dia. A azeitona apanha-se em novembro, de saco às costas e luvas furadas. Quando o sino toca outra vez, já são seis horas e ainda há quem esteja no campo. A mulher que varre o adro é a D. Idalina: já varreu netos e agora varre folhas. O cão é o Bobi — dorme onde apanha sol e só se mexe se for para a taberna atrás do dono.

Dados de interesse

Distrito
Braga
Concelho
Braga
DICOFRE
030370
Arquetipo
CULTURA
Tier
standard

Habitabilidade e Serviços

Dados-chave para viver ou teletrabalhar

2023
ConectividadeFibra + 5G
TransporteEstação de comboio
SaúdeHospital no concelho
EducaçãoEscola básica
Habitação~1524 €/m² compra · 6.98 €/m² renda
Clima15.3°C média anual · 1697 mm/ano

Fontes: INE, ANACOM, SNS, DGEEC, IPMA

ADN da Aldeia

45
Romance
55
Familia
45
Fotogenia
65
Gastronomia
40
Natureza
35
Historia

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Perguntas frequentes sobre União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede)

Onde fica União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede)?

União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede) é uma freguesia do concelho de Braga, distrito de Braga, Portugal. Coordenadas: 41.5769°N, -8.3551°W.

Quantos habitantes tem União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede)?

União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede) tem 4066 habitantes, segundo os dados dos Censos.

Qual é a altitude de União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede)?

União das freguesias de Este (São Pedro e São Mamede) situa-se a uma altitude média de 283.6 metros acima do nível do mar, no distrito de Braga.

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